Os trabalhadores das empresas prestadoras de serviços, representadas pelo SINDINSTALAÇÃO, aprovaram o estado de greve durante as assembleias realizadas entre os dias 04 e 15 de maio. A decisão foi tomada após a rejeição da proposta patronal apresentada para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2026.
Além da luta por uma proposta salarial justa, a categoria cobra respeito aos direitos dos trabalhadores. As empresas mantiveram apenas a reposição da inflação pelo índice do IPCA, de 4,26%, aplicada sobre salários e benefícios. Para os trabalhadores, a proposta é insuficiente diante do aumento do custo de vida e das necessidades da categoria.
A reivindicação segue firme: piso salarial de R$ 3.012,69, além de ganho real. A posição do Sindicato é clara — valorização não é favor, é direito.
Segundo o boletim divulgado pelo Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, diante da falta de avanço nas negociações, a categoria aprovou um calendário de mobilizações escalonadas que poderá culminar em greve por tempo indeterminado.
Calendário de Mobilização
Paralisação de 24 horas a partir de 22/05;
Paralisação de 48 horas a partir de 28/05;
Paralisação de 72 horas a partir de 03/06;
Greve por tempo indeterminado a partir de 12/06.
O documento oficial que formaliza a rejeição da proposta patronal e o estado de greve já foi entregue ao presidente do SINDINSTALAÇÃO, Sr. Laudo Bannwart. O Sindicato destaca que a responsabilidade de evitar a paralisação do setor agora está nas mãos das empresas.
O presidente do Sindicato, Eduardo Annunciato (Chicão), reforçou a importância da união da categoria neste momento decisivo. “A união é a nossa força. Seguiremos organizados e mobilizados na defesa dos direitos dos trabalhadores”, destaca a direção da entidade.
O Sindicato orienta que todos os trabalhadores permaneçam atentos às orientações que serão transmitidas pelos diretores nas unidades e acompanhem os canais oficiais de comunicação da entidade.