escala 6x1

Sindicato participa de Audiência Pública pelo fim da escala 6×1 e redução da jornada

O Sindicato dos Eletricitários participou, na manhã desta quinta (14) da Audiência pública do projeto “Câmara pelo Brasil”, realizada na sede da Força Sindical, em São Paulo. O encontro debateu a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, modelo considerado prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores. A audiência integra a discussão da PEC 221/2019, que trata do fim da escala 6×1 no País.

O debate reuniu lideranças sindicais, parlamentares e representantes do Governo Federal, entre eles o deputado federal Alencar Santana, presidente da Comissão Especial; Miguel Torres, presidente da Força Sindical; o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; o deputado federal Leo Prates, relator da proposta; e a deputada federal Marina Silva.

Pelo Sindicato dos Eletricitários, participaram o presidente Eduardo Annunciato, o Chicão, e os diretores Alexandre Meduneckas, Sérgio Canuto, Paulo Santana e Regina Lúcia Strepeckes.

Durante a audiência, o ministro Luiz Marinho defendeu a redução da jornada máxima para 40 horas semanais, sem redução salarial e com duas folgas semanais, proposta que, na prática, busca superar a escala 6×1. Segundo o Ministério do Trabalho, o debate envolve a redução do limite atual de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem corte nos salários.

Ministro Marinho critica pejotização

Marinho também comparou a resistência atual à redução da jornada com outras conquistas históricas dos trabalhadores e criticou a pejotização. “Todas as grandes conquistas disseram que iam quebrar o País. Foi assim quando se criaram as férias, o 13º salário e a licença-maternidade”, afirmou.

O ministro também alertou para os riscos da pejotização.“Precisamos enfrentar juntos o debate da pejotização. É um câncer, uma tragédia que pode desestruturar a Previdência Social, o Fundo de Garantia e o PAT. É um tiro no próprio pé”, disse Marinho.

Sobre o fim da escala 6×1, o ministro reforçou que a mudança pode trazer benefícios também para a organização do trabalho. “A redução da jornada ajuda a diminuir faltas, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida. Os trabalhadores têm direito, pedem passagem, e vai passar”, afirmou.

Marina chama atenção para impacto sobre as mulheres

A deputada federal Marina Silva também defendeu a redução da jornada como medida de saúde e produtividade. “Quando você está estressado, cansado, afobado, você produz menos. É prejuízo para o trabalhador e também para o empregador”, destacou.

Marina ainda chamou atenção para o impacto maior da jornada excessiva sobre as mulheres. “Nós, mulheres, sofremos mais. Enfrentamos três jornadas de trabalho e ainda um transporte público pesado”, afirmou.

Chicão cita exemplo do Sindicato

Para o presidente do Sindicato, Eduardo Annunciato (Chicão) a audiência reforça uma pauta que a entidade já coloca em prática.

“A luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada é uma luta pela vida, pela saúde e pela dignidade da classe trabalhadora. O Sindicato dos Eletricitários dá o exemplo: já implantamos a jornada de 36 horas semanais e também a escala 4×3, mostrando que é possível reduzir a jornada sem reduzir salários, garantindo mais qualidade de vida e produtividade”, afirmou Chicão.

O Sindicato seguirá acompanhando a tramitação da proposta e participando das mobilizações em defesa de uma jornada mais justa, humana e equilibrada para todos os trabalhadores brasileiros.

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