No próximo domingo, celebramos o Dia das Mães. Uma data de homenagem, carinho e reconhecimento, mas também um momento importante de reflexão sobre a realidade de milhares de mulheres trabalhadoras que, todos os dias, sustentam suas famílias, enfrentam jornadas exaustivas e ainda carregam nas costas a responsabilidade do cuidado, da educação dos filhos e da organização da vida dentro de casa.
Entre as Eletricitárias, essa realidade é ainda mais intensa. São mulheres que atuam em um setor historicamente masculino, enfrentando desafios profissionais, preconceitos, pressão por produtividade e condições de trabalho muitas vezes desgastantes. E, ao chegar em casa, começa uma nova jornada: cuidar dos filhos, da família, da casa e de tudo aquilo que a sociedade insiste em colocar exclusivamente sobre os ombros das mulheres.
É a chamada tripla jornada, que rouba tempo, descanso, lazer e convivência familiar.
Por isso, quando defendemos o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, estamos falando também sobre qualidade de vida para as mães trabalhadoras. Estamos falando do direito de acompanhar o crescimento dos filhos, de ter tempo para descansar, estudar, cuidar da saúde mental e viver além do trabalho.
A escala 6×1 se tornou ainda mais cruel nos últimos anos. As mudanças climáticas, o calor extremo e o aumento das jornadas exaustivas afetam diretamente a saúde física e emocional dos trabalhadores e trabalhadoras. No setor elétrico, muitas companheiras trabalham expostas às intempéries, sob sol intenso, pressão operacional e metas cada vez maiores.
Nenhuma mãe deveria precisar escolher entre garantir o sustento da família e ter tempo para estar presente na vida dos filhos.
O movimento sindical tem a responsabilidade de enfrentar esse debate com coragem. Não aceitamos a lógica de que trabalhador bom é trabalhador disponível 24 horas por dia. O desenvolvimento do país não pode ser construído às custas do adoecimento físico e emocional das pessoas.
Aqui no Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, temos defendido alternativas modernas de organização do trabalho, como a redução da jornada e modelos mais humanos de escala. Sabemos que produtividade não se mede pelo nível de exaustão de um trabalhador, mas sim pela valorização, pelo respeito e pelas condições dignas oferecidas a cada profissional.
Neste Dia das Mães, nossa homenagem vai para todas as Eletricitárias que resistem, lutam e seguem firmes, mesmo diante de tantas dificuldades. Mulheres que iluminam cidades, movimentam o setor elétrico e, ao mesmo tempo, iluminam seus lares com amor, coragem e dedicação.
Vocês merecem reconhecimento não apenas hoje, mas todos os dias. Merecem salários justos, respeito, igualdade de oportunidades, segurança no trabalho e, acima de tudo, tempo para viver plenamente ao lado de suas famílias.
O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo seguirá ao lado de cada mãe trabalhadora na luta por dignidade, valorização e por uma jornada de trabalho mais humana.
Porque cuidar de quem cuida da vida também é uma questão de justiça social.
Eduardo Annunciato – Chicão
Presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente – FENATEMA
Diretor de Educação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI)
Vice-presidente da Força Sindical
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