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Setor elétrico entra em estado de alerta e mais de 20 mil trabalhadores podem cruzar os braços

O setor elétrico paulista vive um momento de forte tensão. Mais de 20 mil trabalhadores das empresas terceirizadas que prestam serviços para concessionárias como Enel, EDP, CPFL Energia e Neoenergia Elektro poderão entrar em greve a partir da zero hora do dia 28 de maio, caso as empresas não apresentem uma proposta considerada minimamente digna para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Na noite desta semana, representantes do Sindinstalação e do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo participaram de audiência de mediação no TRT-2. Durante a reunião, ficou estabelecido que as empresas deverão apresentar uma proposta formal ao Tribunal até o próximo dia 25/05/2026. Já o Sindicato dos Eletricitários deverá deliberar com a categoria até às 15 horas do dia 27/05/2026.

O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato (Chicão), foi enfático ao comentar a possibilidade de paralisação.

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Presidente Chicão em assembleia com os trabalhadores da Cena Soluções

“Se não houver uma proposta minimamente digna, com avanços nos pontos que enfatizamos na audiência, estaremos parando 20 mil trabalhadores que prestam serviços para ENEL, EDP, ELEKTRO e CPFL a partir da zero hora do dia 28/05/2026, inicialmente por 48 horas”, afirmou Chicão.

A data-base da categoria é janeiro e, segundo o Sindicato, todos os prazos legais e negociais foram respeitados pelos trabalhadores. No entanto, a entidade denuncia que as empresas terceirizadas responsáveis pelos serviços de manutenção, construção e zeladoria das redes elétricas enfrentam restrições contratuais impostas pelas concessionárias, dificultando avanços importantes nas negociações.

De acordo com os trabalhadores, a categoria não suporta mais o descaso enfrentado diariamente nas operações do setor. Entre as principais reivindicações estão valorização profissional, respeito aos eletricitários e melhorias concretas nas condições de trabalho.

A possível paralisação poderá impactar serviços essenciais do sistema elétrico, com redução de contingente nas operações em diversas regiões atendidas pelas concessionárias.

O Sindicato alerta ainda que, caso o impasse continue, o movimento poderá ser ampliado. Além da paralisação inicial de 48 horas, a categoria já discute novas mobilizações, incluindo greve de 72 horas e até paralisação por tempo indeterminado.

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