Após greve de 72 horas e forte mobilização dos trabalhadores, Sindicato aguarda nova proposta patronal e convoca categoria para assembleias decisivas nesta quinta-feira (11)
A Campanha Salarial 2026/2027 dos trabalhadores das empreiteiras do setor elétrico entrou em uma fase decisiva. Após meses de negociações entre o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e o Sindinstalação, mobilizações nas bases e uma greve de 72 horas que contou com ampla participação da categoria, as empresas têm até esta quarta-feira, dia 10 de junho, para apresentar uma nova proposta.
A contraproposta anterior apresentada pelo setor patronal foi rejeitada pelos trabalhadores por não atender às principais reivindicações da campanha, entre elas aumento salarial com ganho real acima da inflação, valorização dos pisos salariais, melhorias nos benefícios e avanços nas cláusulas sociais.
Segundo o Sindicato, a forte adesão à paralisação demonstrou a disposição da categoria em lutar por valorização e respeito. A expectativa agora é que o patronal apresente uma proposta que corresponda às demandas dos trabalhadores e permita o avanço das negociações.
Assembleias acontecem nesta quinta-feira
As assembleias serão realizadas nesta quinta-feira, dia 11 de junho, a partir das 7 horas, em todas as bases das empresas. Caso uma nova proposta seja apresentada até o prazo estabelecido, os trabalhadores irão avaliá-la e deliberar sobre sua aprovação ou rejeição.
Se não houver uma proposta considerada satisfatória pela categoria, as assembleias poderão deliberar pela deflagração de uma greve por tempo indeterminado, com início previsto para sexta-feira, dia 12 de junho.
Categoria unida e mobilizada
Para o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato (Chicão), a mobilização demonstrada pelos trabalhadores durante a greve de 72 horas foi um recado claro às empresas.
“A categoria já mostrou sua força durante a greve de 72 horas. Agora, a responsabilidade está nas mãos das empresas. Se não houver uma proposta digna, os trabalhadores estarão prontos para iniciar a greve por tempo indeterminado”, destacou o dirigente.
O Sindicato reforça a importância da participação dos trabalhadores nas assembleias e destaca que o momento exige unidade e mobilização para garantir avanços reais na Campanha Salarial.
A decisão está nas mãos da categoria. Participe da assembleia da sua base e fortaleça essa luta.
Perguntas frequentes sobre a greve
A greve realizada pelo Sindicato foi legal?
Sim. O movimento grevista foi aprovado pela categoria e está sendo conduzido em conformidade com a Constituição Federal e a Lei nº 7.783/1989, conhecida como Lei de Greve.
Participar da greve é um direito do trabalhador?
Sim. O direito de greve é uma garantia constitucional assegurada a todos os trabalhadores.
A empresa pode me obrigar a trabalhar durante a greve?
Não. A adesão à greve é um direito individual do trabalhador e deve ser respeitada.
A empresa pode me ameaçar ou pressionar para não participar?
Não. Qualquer ameaça, intimidação ou pressão para impedir a participação dos trabalhadores na greve é considerada irregular. A liberdade de adesão ao movimento deve ser respeitada.
A empresa pode me constranger por ter participado da greve?
Não. O trabalhador não pode sofrer constrangimentos, humilhações ou qualquer tipo de exposição em razão de sua participação no movimento grevista.
A empresa pode divulgar listas com os nomes dos grevistas?
A divulgação de listas com caráter intimidatório ou discriminatório pode ser considerada prática antissindical.
A empresa pode me transferir de setor ou alterar meu horário de trabalho?
Não, quando a medida tiver caráter punitivo, retaliatório ou de perseguição ao trabalhador que participou da greve.
A empresa pode retirar benefícios dos trabalhadores que aderiram à greve?
Não. Benefícios não podem ser retirados como forma de represália pela participação no movimento.
E os dias parados?
A situação dependerá das negociações entre o Sindicato e as empresas. Os dias de paralisação poderão ser objeto de negociação entre as partes.
Os dias podem ser compensados?
Sim. A compensação pode ocorrer mediante acordo negociado entre o Sindicato e as empresas.
O que fazer em caso de represálias?
O Sindicato orienta os trabalhadores a:
- Guardar provas;
- Salvar mensagens e e-mails;
- Anotar datas, fatos e testemunhas;
- Comunicar imediatamente o Sindicato.
Também são consideradas práticas irregulares:
- Retirar benefícios como forma de represália;
- Negar promoções por participação na greve;
- Alterar horário ou setor como punição;
- Constranger ou discriminar trabalhadores grevistas;
- Praticar assédio moral;
- Divulgar listas com caráter intimidatório;
- Pressionar trabalhadores a desistirem da greve.
Em caso de dúvidas ou denúncias, os trabalhadores podem entrar em contato com o Sindicato pelo telefone (11) 97453-9897.
Participe das assembleias do dia 11. A unidade e a mobilização da categoria serão fundamentais para definir os próximos passos da Campanha Salarial 2026/2027.
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