Na tarde desta segunda (2/6), o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (STIEESP) participou da audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), referente à Campanha Salarial 2026/2027 dos trabalhadores das empreiteiras.
A mobilização envolve trabalhadores de empresas como Start, Cosampa, Cena, Conecta, B. Tobace, Engelmig, Alpitel, PSE, Engeserv/Engeserves, LIG e Manserv, que atuam no setor elétrico e seguem em luta por valorização, melhores condições de trabalho e avanço nas negociações.
Durante a audiência, o Sindicato reafirmou que a proposta apresentada pelo setor patronal foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleia. A entidade informou ao Tribunal que a categoria não aprovou os termos apresentados pelas empresas e que seguirá exercendo seu legítimo direito de greve.
Na audiência, o sindicato patronal (Sindinstalação) tentou apresentar uma nova cláusula de paz, condicionando a manutenção do reajuste pelo IPCA à suspensão de qualquer paralisação. A proposta foi recusada pelo STIEESP, que manteve sua posição em defesa dos direitos, da valorização da categoria e do avanço real nas negociações.
O Tribunal reconheceu que ainda não existem critérios definidos pelas empresas para garantir a manutenção dos serviços essenciais em caso de greve. Por isso, determinou que as partes apresentem, em até 24 horas, uma proposta conjunta sobre a prestação dos serviços indispensáveis à população, conforme estabelece a Lei de Greve, Lei nº 7.783/1989.
Diante desse cenário, não houve concessão da liminar pedida pelo setor patronal. O TRT também reforçou a necessidade de continuidade das negociações entre as representações patronal e laboral, com o objetivo de evitar prejuízos à população e buscar uma solução para o impasse.
Para o STIEESP, o principal problema segue sendo a falta de avanço econômico. A proposta patronal não contempla ganho real, mantendo apenas o IPCA já ofertado, sem atender às reivindicações apresentadas pela categoria na Campanha Salarial 2026/2027.
O presidente do Sindicato, Eduardo Annunciato, o Chicão, destacou que a greve é resultado da falta de avanço das empresas.
“A greve é consequência da falta de avanço das empresas. Seguimos abertos ao diálogo, mas com firmeza na defesa dos direitos e da valorização da categoria”, afirma Chicão.
Greve começa à meia-noite
Conforme orientação divulgada pelo Sindicato, os trabalhadores das empreiteiras Start, Cosampa, Cena, Conecta, B. Tobace, Engelmig, Alpitel, PSE, Engeserv/Engeserves, LIG e Manserv iniciam a greve a partir da meia-noite desta quarta-feira, dia 03/06.
A orientação é clara: greve significa suspender as atividades, não trabalhar e demonstrar, de forma organizada e coletiva, a força da categoria na defesa dos seus direitos.
O STIEESP reforça que a mobilização foi aprovada democraticamente pelos trabalhadores em assembleia. Por isso, a participação da categoria é fundamental para fortalecer a luta coletiva e pressionar as empresas por uma proposta digna.
O Sindicato orienta todos os trabalhadores a acompanharem os canais oficiais da entidade e permanecerem atentos aos chamados, pois novas deliberações poderão ser convocadas a qualquer momento, de acordo com o andamento das negociações e das determinações do Tribunal.
A luta é de todos. A valorização da categoria depende da unidade, da organização e da participação dos trabalhadores.
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