O 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é mais do que uma data no calendário. É um marco de consciência, de reflexão e, sobretudo, de compromisso com a luta coletiva da classe trabalhadora. É o dia em que olhamos para nossa história, avaliamos o presente e renovamos nossa disposição de construir um futuro mais justo.
Ao longo das décadas, nada nos foi dado. Cada direito, cada conquista, cada avanço que hoje faz parte da vida dos trabalhadores foi resultado de organização, mobilização e enfrentamento. A história nos ensina que, sem consciência de classe e ação coletiva, até mesmo momentos favoráveis podem se transformar em retrocessos.
Vivemos em um tempo em que o chamado “mercado” tenta transformar tudo em mercadoria — os serviços essenciais, a dignidade, o pensamento e até a força de trabalho humana. Essa lógica, que prioriza o lucro acima da vida, concentra riqueza nas mãos de poucos enquanto impõe sacrifícios à maioria.
É justamente por isso que o papel da organização sindical e da unidade da classe trabalhadora se torna ainda mais essencial.
Nós, eletricitários, sabemos bem o valor do nosso trabalho. Somos nós que garantimos energia para as casas, hospitais, escolas e indústrias. Somos nós que enfrentamos riscos diários, que mantemos o sistema funcionando, que reparamos falhas e construímos o desenvolvimento do país.
Quem constrói a riqueza, quem move a economia e quem sustenta o Brasil são os trabalhadores.
Neste 1º de Maio, celebramos nossas conquistas — fruto de muita luta —, mas também reafirmamos nossas bandeiras. Entre elas, o fim da escala 6×1, uma jornada desumana que compromete a saúde, o convívio familiar e a qualidade de vida. Defendemos a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, porque acreditamos que o trabalho deve garantir dignidade — e não esgotamento.
Também enfrentamos novos desafios: a precarização, a terceirização abusiva, a pejotização e o avanço de modelos que retiram direitos históricos. O mundo do trabalho mudou, mas nossa luta continua — e precisa ser ainda mais organizada e consciente.
O 1º de Maio é, ao mesmo tempo, celebração e trincheira. Celebramos porque resistimos e conquistamos. Lutamos porque ainda há muito a avançar. Queremos um salário mínimo digno e pisos salariais que assegurem o mínimo de dignidade. Nossa luta é pelo Piso de R$ 3.012,69
A história nos mostrou, desde as lutas de 1886, que quando os trabalhadores se unem, transformam a realidade. E essa lição segue atual.
Por isso, deixo aqui minha saudação a cada trabalhadora e trabalhador, em especial à nossa categoria eletricitária, que diariamente demonstra coragem, competência e compromisso.
Seguiremos juntos, organizados e firmes, porque somente com inteligência coletiva e mobilização construiremos um futuro melhor.
Feliz Dia do Trabalhador!
Eduardo Annunciato – Chicão
Presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente – FENATEMA
Diretor de Educação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI)
Vice-presidente da Força Sindical
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