Artigo técnico alerta para a necessidade de reconhecer o calor como agente nocivo e reforça medidas de prevenção para preservar a vida dos trabalhadores.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Energia Elétrica de São Paulo (STIEESP) acaba de publicar um importante artigo técnico que coloca em evidência um tema cada vez mais urgente para a saúde e segurança dos eletricitários: a exposição ao calor no ambiente de trabalho.
Com o título “Quando o Calor Adoece – A Exposição ao Agente Nocivo Calor no Ambiente de Trabalho”, o estudo foi elaborado pelo presidente do STIEESP, Eduardo de Vasconcellos Correia Annunciato, em conjunto com o engenheiro de Segurança do Trabalho Antônio Carlos Moreira, contando ainda com a coautoria da advogada Alessandra Eduarda Lima dos Santos.
O artigo reúne fundamentos técnicos, jurídicos e previdenciários para demonstrar que a exposição ao calor deve ser tratada como um risco ocupacional relevante, especialmente para os trabalhadores do setor elétrico, que frequentemente executam suas atividades em redes aéreas, subestações, câmaras subterrâneas, ambientes confinados e sob intensa radiação solar.
A publicação chama a atenção para os impactos do calor sobre o organismo humano, como desidratação, exaustão térmica, fadiga, redução da capacidade de concentração, aumento da probabilidade de acidentes e, em situações extremas, rabdomiólise e morte. Além dos efeitos diretos sobre a saúde, o estudo demonstra que a elevação da temperatura corporal compromete a segurança operacional em atividades que exigem atenção constante e alto grau de responsabilidade.

Outro ponto de destaque é a análise da legislação trabalhista e das Normas Regulamentadoras, especialmente a NR-1, NR-7 e NR-15, reforçando que cabe ao empregador identificar, avaliar e controlar os riscos decorrentes da exposição ao calor por meio do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).Segundo os autores, o aumento das temperaturas provocado pelas mudanças climáticas torna ainda mais urgente a adoção de medidas preventivas, como pausas programadas, hidratação adequada, monitoramento ambiental e avaliação técnica das condições de trabalho, inclusive considerando o impacto térmico provocado pelo uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Mais do que um estudo acadêmico, o artigo representa um instrumento de conscientização e defesa da categoria, oferecendo subsídios para trabalhadores, dirigentes sindicais, profissionais de segurança do trabalho, empresas e órgãos fiscalizadores.
Ao divulgar esse material, o STIEESP reafirma seu compromisso histórico com a promoção da saúde, da segurança e da valorização dos eletricitários, fortalecendo o debate sobre um tema que, diante das mudanças climáticas e do aumento das ondas de calor, exige atenção imediata.
A prevenção continua sendo a melhor ferramenta para salvar vidas. Conhecer os riscos é o primeiro passo para garantir ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e compatíveis com a dignidade de quem diariamente leva energia para milhões de brasileiros.
STIEESP – Segurança, saúde e valorização do trabalhador são compromissos permanentes da nossa luta