O Dia da Independência do Brasil, celebrado na última segunda (7 de setembro), deve ser mais do que uma data registrada no calendário nacional. É um momento importante para refletirmos sobre o significado de sermos uma nação verdadeiramente livre, independente e soberana.
Soberania significa assegurar ao Brasil o direito de tomar suas próprias decisões, definir os rumos de seu desenvolvimento e defender os interesses de seu povo, sem interferências ou imposições externas. Um país soberano não aceita que outras nações, grupos econômicos ou grandes corporações determinem o que ele deve fazer com suas riquezas, seus recursos naturais, suas empresas estratégicas e suas políticas públicas.
A Independência proclamada em 1822 representou um passo fundamental para a formação do Brasil. No entanto, a construção de uma independência plena continua sendo uma tarefa permanente. Não basta possuir território, bandeira e governo próprios. É necessário ter autonomia política, econômica, energética, tecnológica e social.
Para nós, trabalhadores do setor elétrico, falar em soberania nacional também é defender a energia como um patrimônio estratégico do povo brasileiro. Nenhuma nação consegue planejar seu futuro sem controlar setores essenciais como a geração, a transmissão e a distribuição de energia elétrica.
A energia movimenta as indústrias, mantém os hospitais funcionando, ilumina as escolas, garante a produção agrícola, impulsiona o comércio e chega à casa de milhões de famílias. Por isso, as decisões sobre o setor elétrico brasileiro não podem ser tomadas apenas com base no lucro de empresas privadas ou nos interesses de investidores. Devem atender, antes de tudo, às necessidades do desenvolvimento nacional e da população.
O Brasil possui uma enorme riqueza energética, construída com investimentos públicos e com o trabalho de gerações de eletricitários. Defender esse patrimônio é defender nossa capacidade de crescer, gerar empregos, ampliar a produção e garantir energia segura e acessível para todos.
A soberania também passa pela valorização de quem trabalha. Não existe país verdadeiramente independente quando milhões de pessoas enfrentam desemprego, salários baixos, precarização e perda de direitos. Uma nação forte precisa respeitar seus trabalhadores, promover empregos dignos, fortalecer os serviços públicos e combater as desigualdades sociais.
Da mesma forma, não há soberania sem democracia. É por meio da participação popular, da organização sindical e do respeito às instituições que a sociedade pode decidir os caminhos do País. A independência pertence ao povo brasileiro, e não a grupos privilegiados que tentam colocar seus interesses particulares acima do interesse coletivo.
Nesta semana que celebramos a independência do nosso País, reafirmamos que o Brasil deve manter relações de respeito e cooperação com todas as nações, mas jamais aceitar qualquer tentativa de interferência em suas decisões. Dialogar com o mundo não significa abrir mão da nossa autonomia. Cooperar não significa se submeter.
Ser soberano é ter liberdade para escolher o próprio caminho. É proteger nossas riquezas, nossas empresas estratégicas, nossos recursos naturais e nossos trabalhadores. É garantir que as decisões tomadas dentro do Brasil tenham como principal objetivo melhorar a vida do povo brasileiro.
A verdadeira independência é construída todos os dias, com democracia, desenvolvimento, justiça social e valorização do trabalho. Que o espírito do 7 de Setembro fortaleça nosso compromisso com um Brasil livre, soberano e capaz de decidir o próprio futuro.
Viva a independência! Viva a soberania nacional! Viva o povo brasileiro!