Eletricitários levam debate sobre os riscos do calor ao lançamento das plenárias do Diesat

Regina Lúcia Strepeckes e Eduardo Annunciato (Chicão) representaram o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo no encontro, que também marcou o lançamento do livro “Trabalho e Saúde no Brasil”.

O calor que os eletricitários enfrentam no trabalho a céu aberto foi tema da participação do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo no lançamento nacional das plenárias do Diesat, nesta quinta-feira (5 de novembro). O encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Químicos de São Paulo, no bairro da Liberdade. A diretoria foi representada por Regina Lúcia Strepeckes, diretora de Saúde e Segurança do Sindicato e secretária do Diesat, pelo presidente da entidade, Eduardo Annunciato (Chicão) e pelos diretores Thiago Arcencio e Osvaldo Braga dos Santos.

Em sua fala, Chicão chamou a atenção para uma situação conhecida por quem trabalha na rede elétrica. Sob o sol, o eletricitário executa tarefas que exigem esforço físico enquanto utiliza os equipamentos de proteção individual (EPIs) indispensáveis ao serviço. O presidente destacou que o peso e o calor desses equipamentos aumentam a carga térmica suportada pelo trabalhador ao longo da jornada.

Para Chicão, compreender o que acontece nessas condições exige ouvir quem executa o serviço e recorrer ao conhecimento científico. Ele defendeu que sindicatos e pesquisadores partam de situações concretas, como a exposição diária ao calor, para identificar as causas do adoecimento e orientar medidas de prevenção. Ao destacar o papel do Diesat, o dirigente afirmou que esse trabalho ajuda a “construir um futuro melhor para a classe trabalhadora com saúde, segurança e dignidade”.

Regina defende participação dos sindicatos nos conselhos de saúde do trabalhador

Regina Lúcia Strepeckes, diretora de Saúde e Segurança do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e secretária do Diesat, defendeu que os dirigentes sindicais participem dos conselhos de saúde do trabalhador. Ao citar sua experiência em Santo Amaro, ela destacou o papel de quem acompanha de perto as condições de trabalho da categoria e pode levar a esses espaços os problemas que os trabalhadores enfrentam. “O momento agora é de fortalecer as nossas instituições”, afirmou.

Ao retomar a fala de Chicão sobre a exposição dos eletricitários ao sol, Regina ressaltou que o calor agravado pelas mudanças climáticas se soma a outros riscos já presentes na rotina da categoria. Para a diretora, a atuação conjunta dos sindicatos e do Diesat é fundamental para que essas questões sejam discutidas nos conselhos.

 


 

Um debate que percorrerá 11 cidades

O encontro também marcou o lançamento do livro Trabalho e Saúde no Brasil, que aborda o contexto histórico, as práticas e as políticas de saúde do trabalhador. Chicão destacou o valor da obra como instrumento de reflexão para o movimento sindical e defendeu que entidades de diferentes categorias e centrais atuem juntas na proteção da saúde de quem trabalha.

Regina também agradeceu à equipe técnica do Diesat pela produção da obra. Segundo a dirigente, o livro recupera a história dos 46 anos da entidade e registra a contribuição de quem ajudou a construir essa trajetória em defesa da saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Além de São Paulo, a programação das plenárias do Diesat prevê encontros em Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, São Luís, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba. A proposta é reunir experiências de diferentes categorias e regiões para discutir medidas que tornem o trabalho mais seguro e saudável.

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