Transição Justa

Transição Justa será tema central dos debates da COP30 sobre energia e indústria

Trabalhadores da energia defendem que a transição justa climática seja feita com empregos dignos, soberania nacional e valorização do trabalho.

Em novembro de 2025, o Brasil sediará a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Belém do Pará. Será a primeira vez que o coração da Amazônia receberá um evento global de tamanha importância. E será também uma oportunidade histórica para mostrar ao mundo que não há transição energética sem justiça social.

Para nós, trabalhadores do setor elétrico, a COP30 tem um significado especial. A transição para uma economia de baixo carbono passa, necessariamente, pela energia — e, portanto, pelo trabalho de milhões de profissionais que garantem o funcionamento do sistema elétrico, desde a geração até a distribuição. A Transição Justa, pauta central do movimento sindical, deve assegurar que essa mudança de modelo produtivo não deixe ninguém para trás. Queremos energia limpa, sim, mas com trabalho digno, empregos de qualidade e respeito aos direitos sociais e trabalhistas.

Nos dias 14 e 15 de novembro, a agenda oficial da COP30 abordará temas estratégicos como Energia, Indústria, Transporte, Comércio, Finanças, Mercados de Carbono e Gases não CO₂. Os debates se concentrarão na transformação dos sistemas produtivos e energéticos, apoiando o esforço global para triplicar a geração de energia renovável, dobrar a eficiência energética e promover uma transição justa, ordenada e equitativa dos combustíveis fósseis. Essa pauta está diretamente ligada à vida dos trabalhadores. Toda mudança na matriz energética impacta empregos, qualificações, investimentos e políticas públicas. Por isso, a participação sindical é indispensável para garantir que o Brasil avance na descarbonização sem aprofundar desigualdades.

O Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do planeta, com cerca de 80% da energia proveniente de fontes renováveis. Mas ainda há um longo caminho a percorrer: é preciso ampliar a geração sustentável com soberania nacional, fortalecer a indústria de equipamentos e valorizar os profissionais do setor. Infelizmente, muitos projetos de energia solar e eólica estão sendo implantados com importação de tecnologia estrangeira e condições precárias de trabalho. Essa é uma contradição que precisamos enfrentar: não existe energia verde quando o trabalho é explorado. A Transição Justa exige políticas públicas de requalificação profissional, investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico nacional e criação de empregos verdes com direitos garantidos. Os Sindicatos têm papel estratégico em assegurar que a energia do futuro seja também um instrumento de inclusão social e desenvolvimento humano.

O movimento sindical brasileiro está mobilizado para levar à COP30 uma pauta unificada dos trabalhadores, defendendo o financiamento público e não reembolsável para políticas de Transição Justa, a geração de empregos verdes decentes e com proteção social, a inclusão de cláusulas ambientais nas negociações coletivas e o fortalecimento da indústria nacional de energia limpa. Como dirigente sindical e Eletricitário, acredito que o futuro da energia brasileira deve ser construído com a participação dos trabalhadores. O trabalhador deve ser lembrado em todos os projetos estatais e em todos os debates institucionais. Nosso papel é defender o interesse da classe trabalhadora, em especial dos trabalhadores nas indústrias urbanas.

A COP30 será mais do que um evento diplomático — será um teste para o Brasil e para o mundo. A conferência mostrará se os governos estão realmente dispostos a enfrentar a crise climática com coragem, equidade e solidariedade. A Transição Justa é o caminho para unir as duas agendas mais urgentes do nosso tempo: a proteção do planeta e a valorização do trabalho humano. Os eletricitários, que todos os dias garantem energia para o país, estarão na linha de frente desse debate, defendendo que não há energia limpa sem trabalho digno. O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo seguirá firme nessa luta, levando à COP30 a voz dos trabalhadores da energia e o compromisso histórico do movimento sindical com a justiça climática e social.

Eduardo Annunciato – Chicão

Presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente – FENATEMA
Diretor de Educação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI)

Vice-presidente da Força Sindical

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