Sindicato mobiliza trabalhadores contra fim da concessão da Enel e alerta para riscos da caducidade

O Sindicato dos Eletricitários inicia, a partir da próxima semana, uma série de mobilizações nas bases da Enel contra a possível declaração de caducidade da concessão da empresa. A entidade alerta que a medida, apresentada como solução rápida para os problemas no setor elétrico, pode trazer graves consequências para os trabalhadores, para o fornecimento de energia e para a própria população.

De acordo com o Sindicato, a caducidade — que é o encerramento antecipado do contrato de concessão por parte do poder concedente — pode resultar em demissões em massa, instabilidade jurídica e paralisação de investimentos essenciais na rede elétrica. A entidade defende que eventuais falhas operacionais devem ser corrigidas com rigor, mas sem medidas precipitadas que coloquem em risco empregos e a continuidade do serviço.

Riscos apontados pelo Sindicato

Para o presidente do Sindicato, Eduardo Annunciato (Chicão), a caducidade não é uma solução simples e pode aprofundar os problemas já existentes. “A ruptura do contrato da Enel pode gerar demissões, insegurança jurídica e um verdadeiro apagão administrativo. Não se trata apenas de trocar a empresa. Estamos falando de empregos, de famílias e de um serviço essencial para milhões de pessoas. Uma decisão dessa magnitude precisa de responsabilidade, planejamento técnico e garantia de continuidade do serviço”, afirmou.

Segundo ele, a ausência de um plano claro de transição pode comprometer investimentos, manutenção da rede e a própria estabilidade do sistema elétrico. “Se não houver segurança jurídica e organização na transição, quem paga a conta é o trabalhador e a população. O setor elétrico exige decisões técnicas, não soluções simplistas”, completou.

Defesa dos empregos e da qualidade do serviço

O Sindicato afirma que está mobilizado para defender a preservação dos empregos, a garantia dos direitos dos trabalhadores, a estabilidade do sistema elétrico, a qualidade do serviço prestado à população e a segurança energética.

Para a entidade, romper o contrato sem um plano estruturado pode gerar ainda mais instabilidade no sistema, ampliando problemas em vez de resolvê-los.

Confira a agenda de mobilizações

As mobilizações começam na próxima semana e vão percorrer diversas bases:

23 de fevereiro (6h)
Santo André (TMA/Fraude)
Jaguaré (TMA/Fraude e Tec)
Catumbi

24 de fevereiro (6h)
Barueri
Vila Medeiros
Fagundes Filho
Cajati

25 de fevereiro (6h)
Itapecerica da Serra
Monte Santo

26 de fevereiro (6h)
Diadema
Guarupiranga
Puglia Ferreira
Sede

26 de fevereiro (6h)
25 de Janeiro
São Caetano
Centro

É hora de mostrar nossa força

O Sindicato convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras a participarem das assembleias e atos nas bases. A mobilização é fundamental para defender os empregos, os direitos da categoria e a segurança no fornecimento de energia à população.

A luta é por responsabilidade no setor elétrico, estabilidade para os trabalhadores e respeito à sociedade.

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