salário mínimo

Sindicato reafirma bandeira de luta por aumento do Salário Mínimo após nova pesquisa do DIEESE

O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo reafirmou sua histórica bandeira de luta pelo reajuste real do Salário Mínimo, após a divulgação da Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que revelou os resultados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos – setembro de 2025.

Segundo o levantamento, o salário mínimo necessário para garantir uma vida digna a uma família de quatro pessoas seria de R$ 7.075,83, o que representa 4,66 vezes o piso atual de R$ 1.518,00. Esse cálculo considera a cesta básica mais cara do país — registrada em São Paulo, no valor de R$ 842,26 — e leva em conta o que estabelece a Constituição Federal do Brasil, no Art. 7º, inciso IV.

O DIEESE destacou ainda que, em setembro, o trabalhador remunerado pelo Salário Mínimo comprometeu, em média, 49,09% da renda líquida apenas com alimentação. Em São Paulo, foram necessárias 122 horas e 4 minutos de trabalho para comprar a cesta básica. Porto Alegre (R$ 811,44), Florianópolis (R$ 811,07) e Rio de Janeiro (R$ 799,22) também figuraram entre as capitais com os maiores custos. Já os menores valores foram observados em Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17) e Salvador (R$ 601,74).

“Defender um Salário Mínimo digno é defender um direito social previsto na Constituição Federal. Defender o aumento do Salário Mínimo é lutar para que a sociedade não perca o rumo e se desumanize de vez ao não atender as necessidades básicas e vitais dos trabalhadores e de suas famílias”, afirmou Eduardo Annunciato (Chicão), presidente do Sindicato.

Chicão lembrou que vem abordando esse tema há semanas, inclusive em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, denunciando que o valor atual do piso nacional está muito aquém do que determina a Constituição.

O Sindicato também apresentou um cálculo próprio, que considera despesas básicas de uma família de quatro pessoas (aluguel, água, luz, gás e alimentação), e estima que o mínimo necessário para viver em uma grande cidade é de R$ 2.889,60 — quase o dobro do salário mínimo atual e ainda muito distante do valor apontado pelo DIEESE como necessário.

“Não é possível falar em dignidade com R$ 1.518,00. O poder público tem a obrigação constitucional de garantir condições reais de sobrevivência. A luta pelo aumento do Salário Mínimo é uma luta por direitos e justiça social”, reforçou Chicão.


Destaques da Pesquisa DIEESE – Setembro/2025:

  • Salário mínimo necessário: R$ 7.075,83

  • Salário mínimo atual: R$ 1.518,00

  • Valor da cesta básica em SP: R$ 842,26

  • Percentual da renda líquida comprometida com alimentação: 49,09%

  • Horas de trabalho necessárias para comprar a cesta em SP: 122h04min

  • Cidades com menores valores da cesta: Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17) e Salvador (R$ 601,74)


O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo seguirá mobilizado para que o país cumpra a Constituição e garanta um salário mínimo que assegure vida digna aos trabalhadores e suas famílias.

Clique e confira a pesquisa completa do Dieese
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