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É hora de proteger o emprego, a produção e a soberania nacional

Os impactos dessa nova ofensiva protecionista não se restringem às relações comerciais: eles atingem diretamente a geração de empregos, a renda das famílias e a soberania produtiva nacional. Em outras palavras, o que está em jogo é o nosso futuro como nação independente e industrializada.

A recente medida do governo norte-americano, que impôs taxações elevadas sobre produtos brasileiros, acende um sinal de alerta que não pode ser ignorado. Vivemos um novo capítulo de uma guerra comercial que coloca em risco setores inteiros da economia nacional, aprofunda a desindustrialização e ameaça diretamente o bem-estar da classe trabalhadora. Neste cenário, o papel do sindicalismo é mais importante do que nunca.

CENTRAIS SINDICAIS – Na última semana, as Centrais Sindicais entregaram ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, um documento fundamental com diretrizes claras para proteger o Brasil dessa ofensiva internacional. E faço questão de me somar a esse movimento com voz firme: é hora de união entre trabalhadores, empresários, governo e instituições. Sem isso, quem pagará a conta dessa crise e crime será, mais uma vez, o povo trabalhador.

Os impactos dessa nova ofensiva protecionista não se restringem às relações comerciais: eles atingem diretamente a geração de empregos, a renda das famílias e a soberania produtiva nacional. Em outras palavras, o que está em jogo é o nosso futuro como nação independente e industrializada.

Por isso, o documento das Centrais vai além da denúncia e propõe um caminho. Defende, com responsabilidade e visão estratégica, medidas urgentes e estruturantes para proteger a produção nacional e os empregos. Propõe o fortalecimento do BNDES, o investimento em infraestrutura e tecnologia, o incentivo à inovação, a proteção da indústria nacional e uma nova política comercial externa que coloque o Brasil em posição de protagonismo.

Ao mesmo tempo, aponta a importância da valorização do trabalho como eixo central de qualquer projeto de desenvolvimento. Propõe a retomada do Programa de Proteção ao Emprego, mais investimentos em qualificação profissional, e a consolidação de um sistema de negociação coletiva forte, com participação efetiva dos sindicatos. Isso não é apenas justo – é necessário.

SETOR ELÉTRICO – Enquanto presidente do STIEESP, quero reforçar que o Setor Elétrico, estratégico para qualquer país que deseje crescer com soberania, também exige atenção. Investir em infraestrutura energética nacional, garantir a transição energética justa e sustentável, e proteger os empregos do setor são medidas que caminham lado a lado com o projeto de reindustrialização que o Brasil precisa.

Também é preciso ressaltar e apoiar a postura firme e altiva do governo federal, liderado pelo presidente Lula, na defesa dos interesses nacionais frente ao “tarifaço” dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, é essencial que o Congresso e o Judiciário estejam comprometidos com o fortalecimento da produção nacional e com a defesa intransigente dos empregos brasileiros.

ESPECULAÇÃO – Não há nada de republicano nesse tarifaço. Muita gente especulou e lucrou com esse anúncio. Tudo indica que houveram informações privilegiadas como mostrou a matéria do Jornal Nacional, do dia 18 de julho, às 21 horas “seriam quase 2 bilhões de lucro em 3 horas”.

O que está em curso não é apenas uma disputa entre países: é uma disputa entre modelos. De um lado, um modelo que aposta na exploração, na desregulamentação e na exclusão. De outro, aquele que propomos: baseado na justiça social, na valorização do trabalho, no fortalecimento do mercado interno e na soberania.

A reconstrução do Brasil exige coragem, união e compromisso com o povo. É por isso que nós, sindicalistas, empresários progressistas, movimentos sociais e o conjunto da sociedade organizada, precisamos caminhar juntos. A crise pode ser grave, mas também é uma oportunidade: de repensar caminhos, de corrigir rumos e de construir um projeto de desenvolvimento que, finalmente, coloque o trabalhador no centro das decisões.

O Brasil tem tudo para se levantar com dignidade. Mas isso só será possível se estivermos do mesmo lado — o lado do povo, da indústria nacional e da soberania.

Eduardo Annunciato – Chicão

Presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente – FENATEMA
Diretor de Educação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI)

Vice-presidente da Força Sindical

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