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Sindicato se reúne com DIEESE para avaliar impactos da possível ruptura de concessão da Enel

O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo realizou, na segunda (02/03), uma importante reunião com representantes do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) para discutir os impactos da possível caducidade da concessão da Enel Distribuição São Paulo.

Participaram do encontro o diretor de Relações Sindicais do DIEESE, Victor Pagnani, além de técnicos da entidade. O objetivo da reunião foi solicitar a elaboração de um estudo técnico aprofundado que analise os efeitos econômicos, trabalhistas e sociais de uma eventual ruptura do contrato de concessão.

Decisão complexa pode gerar consequências graves

A caducidade da concessão tem sido apresentada por alguns setores como solução rápida para problemas operacionais. No entanto, trata-se de uma medida extrema, que envolve riscos significativos para o fornecimento de energia, para a estabilidade do sistema elétrico e, principalmente, para os trabalhadores.

A energia elétrica é um serviço essencial. Qualquer decisão precipitada pode comprometer a continuidade, a segurança e a organização do setor em todo o estado de São Paulo.

O Sindicato reconhece que falhas operacionais devem ser apuradas e corrigidas com rigor. Porém, romper um contrato dessa dimensão, sem planejamento detalhado, pode gerar insegurança jurídica, desorganização administrativa e impactos econômicos amplos.

Impactos diretos sobre empregos e direitos

Entre os principais riscos levantados pelo Sindicato estão:

• Encerramento de contratos de trabalho
• Demissões em massa de trabalhadores próprios
• Encerramento de contratos terceirizados
• Perda de direitos adquiridos
• Impactos nos planos de previdência complementar e aposentadoria
• Estima-se que mais de 40 mil postos de trabalho possam ser afetados direta ou indiretamente em todo o setor elétrico paulista.
• Além disso, aposentados e pensionistas também podem sofrer consequências, especialmente no que se refere à estabilidade dos planos previdenciários vinculados ao setor.

Estudo técnico para embasar a luta

O presidente do STIEESP, Eduardo Annunciato (Chicão), reforçou a importância de tratar o tema com responsabilidade e base técnica:

“Não podemos permitir que uma decisão dessa magnitude seja tomada sem avaliar profundamente os impactos sobre os trabalhadores e suas famílias. Estamos falando de empregos, de direitos históricos e da estabilidade de todo o setor elétrico paulista. Precisamos de dados concretos para defender a categoria com firmeza e responsabilidade.”

O estudo solicitado ao DIEESE deverá apresentar cenários e projeções sobre emprego, impacto econômico e possíveis efeitos no sistema de concessão.

Assembleia do dia 12 será decisiva

O resultado preliminar das análises será apresentado à categoria na assembleia convocada para o dia 12 de março, às 10 horas, na Praça da Patriarca, em frente à Prefeitura de São Paulo.

Na ocasião, também estarão em pauta:

Movimentação de pessoal
• Informe sobre alimentação
• Plano Verão
• Riscos da caducidade da concessão

Para o Sindicato, este é um momento decisivo que exige mobilização, unidade e participação ativa da categoria.

A direção reforça que nenhuma decisão pode ser tomada sem considerar quem constrói diariamente o sistema elétrico: os trabalhadores.

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