Em um painel de destaque na COP30, o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (STIEESP), Eduardo Annunciato (Chicão) representou a voz dos trabalhadores brasileiros no debate crucial sobre as consequências da crise climática no ambiente de trabalho. Convidado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para integrar o Painel 2 — “Mudança Climática, Estresse Térmico e Impactos na Saúde e Segurança do Trabalho”, Chicão alertou para a urgência de regulamentar a exposição ao calor extremo e lançou o “Plano Verão” da categoria.
O painel, realizado na tarde desta quinta (13) na Sala Uruçu do Pavilhão Brasil, destacou a relação direta entre o aumento das temperaturas e o risco ocupacional. Chicão afirmou que o estresse térmico já é uma realidade dolorosa para todos os trabalhadores, citando o reconhecimento do problema por instituições como a OIT (Organização Internacional do Trabalho).
“Todas as instituições reconhecem o efeito do calor no dia a dia. Se a gente não regulamentar essa atividade, o trabalhador vai adoecer,” afirmou o presidente.
O sindicalista enfatizou que o calor não é apenas um incômodo, mas um risco fatal, capaz de causar a hipertermia, falência de órgãos e o aumento de acidentes de trabalho. Ele explicou que o estresse térmico é a soma de três fatores críticos: temperatura do ambiente, taxa metabólica e também o calor gerado pelo EPI e uniforme.
Chicão ressaltou que, para o Eletricitário, o uso de uniformes de proteção total em temperaturas de 40°C pode levar o trabalhador a um estado febril em poucos minutos, aumentando sintomas como tontura, náusea e cãibras.

‘Plano Verão’: pausas obrigatórias e monitoramento diário
Para combater essa ameaça, o STIEESP está implementando o “Plano Verão”, um sistema inédito de alertas e pausas obrigatórias. O Sindicato adquiriu termômetros que medem o Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) e vai distribuir nas subsedes para monitoramento contínuo.
Os alertas serão enviados diariamente via WhatsApp para toda a categoria, informando as medições de temperatura em horários críticos (10h, 11h, 12h, 13h, 14h e 15h).
O plano define limites de tolerância e ações específicas para cada faixa de temperatura.
Por exemplo:
24,1 °C a 26,7 °C será o alerta de hidratação
26,8 °C a 28,0 °C – Pausa Leve: 15 minutos de repouso para cada 45 minutos de trabalho.
28,1 °C a 29,4 °C – Pausa Moderada: 30 minutos de repouso, alerta máximo contra tontura e exaustão.
29,5 °C a 31,1 °C – Pausa Extrema: 45 minutos de repouso para cada 15 minutos de trabalho.
Acima de 31,1 °C – Stop Work (Parada Imediata): Não há condição de continuar o trabalho.
Exigência em Acordo Coletivo e exemplo para o País
O Sindicato está exigindo, via Acordo Coletivo, que as empresas incluam a taxa metabólica e as medições do IBUTG no Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) dos trabalhadores, caracterizando a exposição à insalubridade e seus riscos.
“O trabalhador Eletricitário ficou muito orgulhoso desse chamado. É o primeiro Plano Verão,” concluiu Chicão, que também sugeriu que as Prefeituras e órgãos públicos emitam alertas de calor à população, assim como fazem para tempestades. O objetivo é que a iniciativa do STIEESP sirva de modelo para a preservação da vida e saúde em outras categorias.

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