A Lei que instituiu o Salário Mínimo no Brasil completou 90 anos e foi celebrada na manhã desta sexta (16) com o lançamento de uma medalha comemorativa na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro. O evento reuniu autoridades, lideranças sindicais e representantes do Governo Federal, reafirmando a importância histórica e social do Salário Mínimo para a classe trabalhadora brasileira.
O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato (Chicão) participou da solenidade representando a Força Sindical, Central da qual é vice-presidente. A presença do Central reforçou o compromisso histórico do Movimento Sindical com a luta pela valorização do Salário Mínimo e pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores.
Também participaram do evento o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o presidente da UGT, Ricardo Patah, Sergio Nobre, presidente da CUT, Sonia Zerino presidente da NCST e CNTI, Antônio Neto, presidente da CSB, além de outras lideranças sindicais e políticas.
Durante a solenidade, foi destacada a importância da política de valorização do Salário Mínimo, iniciada nos governos Lula a partir de 2003. Essa política, que completou 20 anos, foi interrompida em 2017 e retomada em 2023, voltando a garantir ganhos reais acima da inflação. Segundo dados apresentados no evento, se essa política tivesse sido mantida de forma contínua desde 2003, o Salário Mínimo hoje estaria em torno de R$ 830. Com a valorização, o valor atual chegou a R$ 1.621, demonstrando o impacto direto dessa política na renda dos trabalhadores e aposentados.
Para Chicão, a celebração vai além de um marco histórico. “A valorização do Salário Mínimo é resultado de luta, organização e decisão política. Se não fossem os governos comprometidos com o povo e com a classe trabalhadora, o mínimo hoje seria muito menor. Ainda não é o ideal, sabemos que está longe de sustentar dignamente uma família, mas mostra o quanto políticas públicas fazem diferença na vida das pessoas”, afirmou.

O presidente Lula, em sua fala, ressaltou que o ato não teve como objetivo exaltar o valor atual do Salário Mínimo, que ainda considera insuficiente.
“Não estamos fazendo apologia ao valor do Salário Mínimo, porque ele ainda é baixo. Estamos celebrando a ideia, criada em 1936, de garantir um salário que assegurasse direitos elementares aos trabalhadores, como morar, comer, estudar e ter direito de ir e vir”, destacou.
Lula também chamou atenção para o fato de que o Salário Mínimo atinge principalmente os trabalhadores mais vulneráveis, como domésticas, aposentados, beneficiários do BPC e trabalhadores não organizados sindicalmente.
“As categorias organizadas conquistam pisos salariais acima do mínimo por meio de acordos coletivos. O Salário Mínimo acaba ficando para quem não tem organização, para os mais humildes. Por isso, melhorar o mínimo é melhorar a vida de milhões de brasileiros”, afirmou.
Ao final, as lideranças sindicais reforçaram que a luta continua. Para o Movimento Sindical, o próximo grande desafio do País é avançar em uma reforma da renda, que reduza desigualdades e garanta mais justiça social.
“Celebrar os 90 anos do Salário Mínimo e os 20 anos do programa de ganho real no Salário Mínimo é também reafirmar nosso compromisso de seguir lutando por políticas que valorizem o trabalho, a renda e a dignidade do povo brasileiro”, concluiu Chicão.
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