As redes sociais informam, mas também podem alienar

Não resta dúvida de que vivemos na era da informação. A velocidade e a acessibilidade às informações cresceram de forma exponencial, embora o acesso ainda não seja universal.

É preciso lembrar que as escolas públicas não são prioridade do governo, em termos de propiciar aos alunos um acesso à internet de qualidade, enquanto os alunos da iniciativa privada vivem outra realidade; além disso, os jovens pobres sofrem muito mais do que aqueles que têm em casa acesso veloz e ilimitado à informação.

A falta de políticas públicas para educação igualitária provoca desigualdade de formação entre os nossos jovens – some-se a isso a falta de condições financeiras, que os impedem de ter em casa um bom computador e um bom acesso à internet. Somente estes dois fatos já comprometem o futuro de milhões de jovens.

Nem toda informação é útil

Nos dias de hoje, é praticamente impossível encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar das notícias falsas ou distorcidas que veiculam nas redes sociais; qual a responsabilidade e qual a intenção de alguém que insere ou retransmite fake news

Quando se fala em penalizar, de alguma forma, as pessoas que distorcem e comprometem o uso das redes sociais, estas rapidamente invocam a liberdade de expressão, justificando seus atos. É lógico que temos que defender a liberdade de expressão, mas não podemos aceitar que o mau uso dessa liberdade prejudique a terceiros.

A melhor forma de neutralizarmos a circulação das fake news é começarmos a checar a origem dessas informações, antes de passá-las adiante e bloquear os sites responsáveis por sua veiculação.

Outra questão importante é que, cada um de nós, tem preferências e simpatias por temas, assuntos, religiões e posicionamentos políticos diferentes. Estas simpatias nos levam a não procurar a veracidade das informações – já está comprovado que, na internet, circulam informações que não são úteis para o nosso dia a dia e nem para a sociedade em geral.

O exemplo do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo

Apesar dos ataques dos últimos dois governos federais, respectivamente liderados por Michel Temer e Jair Bolsonaro, os sindicatos também passaram a utilizar as redes sociais como forma de manter contato com os seus representados durante a pandemia, e, também, para agilizar a circulação de informações.

Em uma recente publicação nas redes sociais do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, o vice-presidente da entidade, Sérgio Canuto, foi muito feliz ao dizer que o investiu muito em comunicação, apesar das restrições financeiras impostas pelo governo federal, e que não abriu mão do “olho no olho”.

A atuação da diretoria do Sindicato dos Eletricitários continua priorizando as visitas às bases da entidade e as conversas francas com os trabalhadores. Reforçando esse compromisso com a verdade, Sérgio Canuto também orientou o trabalhador que, em caso de dúvida, basta procurar o diretor de base ou ir até o Sindicato, em busca da verdade e da informação correta.

Não restam dúvidas que as redes sociais facilitam o acesso às informações, mas, quando falamos de compromisso social e com a verdade, o “olho no olho” sempre será a melhor ação contra as fake news.

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