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DEMOCRACIA

01/06/2020

A Democracia nos une, nossas diferenças nos fortalecem e o respeito à Vida é o fundamental!

 

Mais do que falar de liberdade, é preciso defendê-la e lutar para que ela seja igual e justa para todos. Em vários momentos de nossas vidas, somos impelidos a tomar decisões e fazer opções. Hoje, vivemos mais um desses momentos.

 

Tal qual a COVID-19, que não escolhe cor, saldo bancário, gênero, idade e escolaridade, o acesso ao tratamento é seletivo, mas a contaminação não; a ausência da liberdade atinge a todos: somente a proximidade com a trupe autoritária afasta os riscos de uma ditadura, seja de direita ou de esquerda. A isto chamamos de coerção. O contraponto à coerção passa pela coesão.

 

Em tempo, é preciso deixar claro que, aqui, não podemos aceitar de forma alguma que posições ultrarradicais e preconceituosas, que existem porque existe a Democracia, achincalhem as instituições democráticas,em vez de lutar para melhorá-las. Não é aceitável que dedos irresponsáveis e antidemocráticos acionem teclados e gatilhos, numa clara afronta às liberdades individuais e coletivas.

 

Por trás de um dedo autoritário, existe uma mente doentia, movida pela violência; que flerta com a barbárie, e que, apesar de seguidamente discursar a favor da liberdade e do respeito à Constituição Federal, dá, a todo instante, provas e testemunhos de que o único objetivo é impor sua visão de mundo, seus valores e suas vontades, ao arrepio da Lei e da Democracia.

 

Sem dúvida, a mentira é o maior desvio de caráter do ser humano. A própria política tem um dito que prega que “a traição pode ser aceita, mas o traidor não”. Hoje, nossa política se afoga em um mar de mentiras, graçasà ganância, pelo poder e pelo dinheiro, que, como âncoras, impedem que o povo navegue por águas mais tranquilas e livres.

 

Mentir sobre liberdade de expressão, sobre critérios técnicos de indicação, sobre combate à corrupção, sobre saúde, sobre educação, e sobre aqueles que não comungam sua pequenez intelectual e democrática, tem sido uma constante de um grupo de pessoas, apoiado por milhões de inebriados seguidores, que só chegou ao poder graças à Democracia. Não existem liberdade e liberdades em qualquer outro sistema político, que não seja a Democracia. Mesmo com suas limitações, ela é o único sistema que privilegia a liberdade.

 

Ser livre é respeitar as regras democráticas vigentes, mesmo que discordemos de algumas delas e lutemos para modificá-las; se cada um fizer o que quer, da forma que achar melhor, prejudicando os outros e continuando impune, a Democracia estará fadada a ser engolida pelo autoritarismo. Ser livre é, democraticamente, respeitar e exigir ser respeitado; para isso, existe a oficialização e o reconhecimento de direitos na Constituição Federal e em todo ao arcabouço legal. Não podemos esquecer que aqueles que fazem as leis foram eleitos por nós. Portanto, sim: temos parcela de responsabilidade sobre os riscos atuais de uma ruptura constitucional.

 

Inúmeras vozes têm se levantado para defender a Democracia, pois, o que antes soava como apenas como bravatas, despreparo e destempero daqueles que deveriam conduzir o país de forma unida e responsável, cristalizou-se em um projeto político autoritário, mesquinho e segregador, onde os mandatários confundem sua responsabilidade pública com seus anseios privados.

 

O navegar em águas tranquilas não exige dos comandantes de embarcações a mesma atenção, liderança e sapiência que um mar revoltoso demanda. O Brasil dos dias de hoje apresenta um mar encapelado pela insegurança, pelo descrédito nas instituições democráticas e por ondas de ataques à Democracia. A união de esforços é a única rota que nos levará ao porto seguro da manutenção da Democracia.

 

É fato que, no mar brasileiro, navegam diferentes embarcações: de trabalhadores, de empresários, de organizações civis, de pensadores, de excluídos – para citar alguns, sendo que o mar agitado pelo autoritarismo e pelo apego à distorção de fatos e leis é prejudicial para todos. Todos querem um mar mais calmo. Somos diferentes em muitos quesitos, mas, acima das nossas diferenças, existe o reconhecimento que estas diferenças somente coexistem em uma Democracia. Portanto, é passada a hora de colocarmos o coletivo acima das individualidades.

 

Exame da OAB não é caça níqueis. O mundo acadêmico e científico é plural. A luta da classe operária é fruto da injusta distribuição da riqueza. Os poderes Legislativo e Judiciário podem ser criticados e devem ser melhorados, masjamais extintos. Fake news é crime sim. O meio ambiente não é balcão de negócios. Palavrões e gritos demonstram postura e educação inadequadas de um governante e sua tropa.

 

A sociedade começa a atentar que é preciso dar uma banana para a ruptura: nas ruas, sem aglomeração (é claro), e nas mídias sociais (sem robôs e fake news,obviamente). Os diferentes grupos sociais de pressão precisam, mais do que nunca, exercer e usar suas prerrogativas de aglutinação e defesa de interesses dos seus representados e simpatizantes. A maior unidade de ação é a chave para que o povo saia do marasmo e participe ativamente da defesa da Democracia. É fundamental uma frente ampla, que combata contra os desmandos e a desumanidade, impostas nas ações do Governo Federal e seus asseclas.

 

Hoje, vamos defender a Vida e a Democracia, para, amanhã, podermos falar de nossas diferenças!

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