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Palavra do Presidente

20/05/2020

Cloroquina ou tubaína? O deboche do autoritarismo insensível

 

Ahh! Melhor seria viver tomando tubaína, do que morrer pelo uso indevido da cloroquina.

 

Ahh! Melhor seria substituir o nefasto tomalá - dá cá, por um refrigerante à base de guaraná.

 

Ahh! Melhor seria curtir um refrigerante sabor limão, em vez de aturar a mistura promíscua da política com a religião.

 

Ahh! Melhor seria aproveitar um refrigerante sabor laranja, do que constatar que a nova política ainda opera com laranjas.

 

Ahh! Melhor seria tomar um mundo de refrigerante à base de cola, do que levar chumbo de uma economia que não decola.

 

Ahh! Melhor seria beber qualquer refrigerante dietético, do que se envergonhar com um governo patético.

 

A dura realidade brasileira tem se dividido entre o medo do contágio e a insensatez do escárnio, pois, enquanto ficamos estarrecidos e paralisados ao contabilizarmos mais de mil mortos em um dia, aquele que deveria assumir as responsabilidades de um presidente, aparece fazendo piadas de mau gosto. Mais negro que o humor presidencial, somente o dia-a-dia, com as cenas de mortos sendo chorados por suas famílias.

 

Tamanho descaso é fruto de uma mente doentia, adulada por bajuladores, incapazes de priorizar o bem comum e respeitar a diversidade. Os governos de viés autoritário, privilegiam a concentração do poder nas mãos de uma única pessoa ou órgão de controle, em detrimento das vontades e necessidades do povo, relegando as instituições representativas a um segundo ou terceiro plano. A quase totalidade das movimentações políticas do governo federal é preocupante, pois sinalizam uma forte disposição de acabar com qualquer resquício de democracia.

 

É revoltante que um governo desqualificado como o atual, fale seguidamente de valores cristãos, use o nome de Jesus em meio a práticas de disseminação do sentimento de ódio e de desprezo pelo seu semelhante. Também é preciso citar que, inúmeros governos estaduais e municipais, estão perdidos e desarticulados no combate à pandemia da COVID-19 e também erram ao surfar na onda do proselitismo político e da exposição midiática polarizadora da disputa pelo poder, em vez de descer ao mundo real dos seus eleitores.

 

Neste momento, o povo precisa de socorro, e não de alternativas políticas e discursos deletérios.

 

Ahh! Melhor seria uma esquerda que, apesar dos seus erros, prega a união, do que uma direita que, sem nenhum acerto, alimenta a divisão.

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