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Eletricitários somam forças à plenária em defesa da JUSTIÇA DO TRABALHO e UNICIDADE SINDICAL

05/11/2019

ELETRICITÁRIOS SOMAM FORÇAS À PLENÁRIA EM DEFESA DA JUSTIÇA DO TRABALHO E UNICIDADE SINDICAL

 

Em tempos de bombardeios à classe trabalhadora, ato unitário defendeu os sindicatos e a Justiça do Trabalho

 

Na última segunda-feira (04), a direção do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo foi à quadra dos Metroviários para defender a unicidade sindical e a Justiça do Trabalho. Na plenária organizada por algumas centrais, centenas de trabalhadores e sindicalistas traçaram estratégias para barrar a pluralidade sindical e combater seus efeitos nocivos sobre as relações do trabalho.

 

Os dirigentes sindicais presentes no ato unitário prometeram arregaçar as mangas para tirar as pedras que este governo vem colocando no caminho. Na onda da reforma da Previdência, da reforma trabalhista e de outros ataques à classe trabalhadora, o governo federal vai retirando direitos e patrocinando grandes empresários, além de tratar o movimento sindical como uma forte ameaça. Como se isso não fosse o bastante, o governo também quer atingir a Justiça do Trabalho, deixando o trabalhador a ver navios num mar de falcatruas.

 

Acabar com a unicidade sindical é possibilitar que a empresa crie o seu próprio sindicato, gerando um ambiente tóxico em troca de alguma “modernidade” nas relações do trabalho. É uma grande farsa afirmar que a pluralidade sindical garante o pluralismo de ideias, já que somente a unicidade sindical é capaz de reunir diferentes trabalhadores num único espaço, de forma ampla e democrática, garantindo o debate plural das ideias.

 

Além de ameaçar a discussão de ideias nas entidades sindicais, a pluralidade forma facções políticas e afasta do movimento sindical o espírito da Democracia. Com a pluralidade, o próprio patrão pode fundar o seu sindicato, interferindo na luta da categoria e anulando várias conquistas —  a exemplo dos sindicatos chapas brancas, atrelados aos interesses do governo. “A unicidade garante a convivência da diversidade de pensamentos e correntes, enquanto a pluralidade leva para o sindicalismo de tendências, o que fraciona a organização e desorienta as categorias”, declarou Chicão, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo.

 

O ataque à Justiça do Trabalho ocorre concomitantemente ao bombardeio à estrutura sindical, a partir de movimentos neoliberais que atendem aos interesses do empresariado e que impedem que a classe trabalhadora garanta seus avanços.

 

Apesar da discussão do PL 5.552/19, existe também a iniciativa de um outro grupo de centrais, que insistem na criação de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que reduza os possíveis danos que uma reforma sindical proposta por esse governo possa causar.

 

“Os caminhos estão sendo trilhados em diferentes estradas, porém, acreditamos que o objetivo é comum: salvar todas as instituições que possam defender os trabalhadores. As centrais podem até marchar em separado, desde que, lá na frente, unam-se pelo movimento sindical, que é a maior defesa da classe trabalhadora no País”, alertou o presidente Chicão. “Nós, Eletricitários de São Paulo, jamais vamos trair nossa coerência!”, concluiu.

 

A estrutura sindical funcionou muito bem até duas décadas atrás, mas, nos últimos tempos, vem sofrendo ataques e deformações em algumas entidades — hora por ingerências do governo, hora por aparelhamento político de grupos mal-intencionados.

 

Acreditamos que só a luta unitária da classe trabalhadora resgatará um futuro promissor para o povo brasileiro. Não é atacando trabalhadores e sindicatos, que vamos construir um futuro melhor para o País!

 

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