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Movimento Sindical promove Seminário para debater a Previdência Social

15/03/2019

Desde que o pacote de maldades do governo golpista foi anunciado em 2016, os Sindicatos, as Federações, as Confederações e as Centrais de todo o Brasil assumiram um papel muito importante na luta pelos direitos dos brasileiros e pela soberania nacional. Proteger os trabalhadores é um dever do movimento sindical e é por isso que deflagramos greves e organizamos mobilizações para conscientizar a população sobre os desmontes na área trabalhista e previdenciária, além das privatizações que estão ocorrendo a toque de caixa em todo o país.

 

Como vimos nesse jornal, a reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro, é muito pior do que a apresentada por Michel Temer, aquela que, graças à luta, não conseguiram aprovar.

 

Assim como as empresas estatais, a Previdência Social também é um pilar fundamental para economia brasileira. Democraticamente, a Previdência garante aposentadoria à população, aposentadoria especial, aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, além de reduzir a pobreza.

 

Como parte do processo de conscientização, o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo recebeu, no dia 13 de março, a coordenadora da Auditoria Cidadã, Maria Lúcia Fattorelli, para apresentar um seminário sobre o atual sistema previdenciário no Brasil e contestou as justificativas dadas pelo governo federal para que essa reforma tenha o apoio do povo. Organizado pelas centrais sindicais, o evento no auditório do Sindicato contou com a participação de representantes da CSP-Conlutas, Força Sindical, CTB, Intersindical, NCST, UGT, CNTI, Fenatema e diversos sindicatos. Trabalhadores Metalúrgicos, trabalhadores do Judiciário, trabalhadores Metroviários, trabalhadores de Laticínios, trabalhadores da Alimentação e trabalhadores do Saneamento marcaram presença no evento. 

 

Durante a apresentação, Fattorelli comprovou que a Previdência Social brasileira não está deficitária e que os bancos são os verdadeiros causadores da crise pela qual o país está passando, pois cobram altos juros e querem monopolizar a Previdência privada como capitalização, que levará o povo brasileiro à fome. Os bancos influenciam no “Sistema de Dívida”, para fazer com que países entrem em crise e promovam reformas estruturais e perigosas, como a da Previdência.

 

Assim, os bancos lucram com altos juros e capitalizações.

 

Os gráficos desmentem a propaganda enganosa que o governo está promovendo para ter o apoio da população e aprovar a reforma. Segundo a especialista, de 2005 a 2015, sobraram Um Trilhão de Reais na seguridade social, dado que comprova que a Previdência não está falida.

 

De acordo com os dados apresentados, o Brasil possui quatro trilhões de reais em aplicações sob o poder do governo. Este dinheiro deveria ser aplicado nos estados e municípios, mas, graças à PEC do teto de gastos, o governo não pode repassar os recursos para setores fundamentais ao país, como saúde, educação e segurança, nos próximos 20 anos.

 

Em entrevista dada para o Seu Jornal da TVT após o seminário, Maria Lúcia afirma que, além das precarizações previstas para essa reforma, o brasileiro também perderá o regime de solidariedade que ampara o povo em diversas situações de dificuldades.

 

“Essa reforma da Previdência destrói o regime de solidariedade que foi aprovado por unanimidade na Constituição de 1988, que, além de garantir a aposentadoria, também garante proteção nos casos de doenças, afastamentos, invalidez e pensão por morte”. É um ataque ao povo!

 

https://www.facebook.com/eletricitarios/videos/635783356858716/

 

PDF - Orçamento Federal: https://is.gd/Hb4DEc

PDF - Palestra A Reforma da Previdência e o sistema da dívida: https://is.gd/Fnyxoe

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